segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Por mais que eu esteja fazendo alguma coisa, eu te olho mesmo assim.
Se derrepente eu estou destraído com aquele comercial de cerveja, ainda assim, eu te olho.
Nos momentos em que faço sexo com todas as máquinas (máquina telefone, máquina barbeador, máquina geladeira, máquina televisão) eu te olho.
No iminência de qualquer acontecimento, frágil ou não, eu te olho.
Tu já não me escapa mais. E daqui a um tempo ninguém vai escapar. Vou olhar tudo, todos, monitorar, tutorear, tutorar, tutelar, a nanomáquina que vai estar dentro de tudo e de todos.
-"O homem máquina" de DiSidani
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Show de espontaneidade.
"Filho, prometa que nunca vá beber nem fumar"
"Claro que não mãe, jamais". A resposta foi 100% sincera
Mas quando eu percebo, já tô meio boneco com cigarro na boca. É como se fossem dois de mim (e por acaso o "eu mesmo" está digitando nesse momento e é o mesmo que se pega com cigarro na boca), mas na verdade só existe um.
Aquela campainha do vizinho que empresta serviços domésticos por gentileza, a mesma campainha que toco pra pedir ajuda... Que bom vizinho.... Mas eu tô correndo de que?! Ele deve tá atrás de algum responsável pela molecagem. Mas eu já tô aqui, o que dá pra fazer? Não posso pensar em não fazer até o momento depois de ter feito, porque o intervalo de tempo entre o "pensar em fazer" e o "fiz" praticamente não existe.
Aquele muro que não podia pular... Já tô do outro lado. As perigosas naftalinas... Já digeri. O velho açude podre, as doenças eu já peguei. Algumas coisas faço porque não dá tempo pra pensar, só de fazer.
O intervalo de tempo entre o "pensar em fazer" e o "eu fiz", veja bem, não existe.
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